* Sérgio Mena
Barreto
O mercado
farmacêutico segue a
passos largos seu
movimento de
expansão e agora
passa a conviver com
fusões e aquisições.
Um resultado natural
da atividade
econômica nacional
e, mais do que isto,
fruto de uma
estratégia certeira
do setor.
Os reflexos dessas
mudanças vêm ao
encontro de uma das
bandeiras da
Abrafarma -
Associação
Brasileira de Redes
de Farmácias e
Drogarias. A
estratégia de
posicionar a
farmácia e a
drogaria como uma
loja de saúde e
bem-estar, com um
vasto mix de
produtos e serviços
com modelo similar
às melhores
operações de varejo
europeias e
norte-americanas,
conquistou os
consumidores. Já
temos no Brasil
redes de drogarias
de alto nível, com
oferta de serviços e
produtos que nada
fica a dever aos
países mais
desenvolvidos.
Com a crescente
demanda, as redes
buscam formas de se
capitalizar ainda
mais e ampliar sua
visibilidade. Não à
toa, em 2010 vimos a
fusão da Drogaria
São Paulo com a Rede
Drogão. Dias atrás,
Drogasil e Droga
Raia uniram forças
para se tornarem a
maior rede do País.
E, não será surpresa
se tivermos novas
movimentações nos
próximos anos. As
pequenas, médias e
as grandes
redes associadas à
Abrafarma,
representam 36% do
setor. Apesar de
contarmos no Brasil
com cerca de 65 mil
pontos-de-venda,
somente 12 mil deles
vendem 75% de todos
os medicamentos
consumidos no país.
Essas recentes
fusões mostram que o
setor passa por um
amadurecimento e
enxerga, de forma
cada vez mais
nítida, sua extrema
importância para a
economia nacional.
Somente no primeiro
semestre, a venda de
medicamentos nas
redes Abrafarma
cresceu 16,54% em
relação ao mesmo
período do ano
passado, atingindo
valor superior a R$
6,7 bilhões.
Mais do que
excelentes
indicadores
financeiros, a
iniciativa privada
exerce papel
relevante para
impulsionar o acesso
a medicamentos. Nos
primeiros seis meses
do ano, as redes da
Abrafarma realizaram
mais 300 milhões de
atendimentos nas
suas 3.498
farmácias. E no
programa Aqui tem
Farmácia Popular,
chegamos ao patamar
quase 5 milhões de
atendimentos.
A população
brasileira procura
hoje conveniência ao
entrar em uma
farmácia. No balanço
do primeiro
semestre, inclusive,
a venda de não
medicamentos cresceu
27,66% em relação ao
mesmo período de
2010. Esses
indicadores são o
termômetro do
momento atual do
varejo
farmacêutico.
O balanço do
primeiro semestre
apontou ainda que as
regiões Sul,
Nordeste e Centro
Oeste registraram
aumento no consumo e
distribuição de
medicamentos maior
do que no ano
passado, segundo
dados da IMS Health.
Com o aumento de
consumo nessas
regiões, a
concorrência entre
as redes também
aumenta. São
destinados mais
investimentos,
capacitação de
profissionais,
aprimoramento da
qualidade de
atendimento, maior
controle de estoque,
estabelecendo-se um
círculo virtuoso de
desenvolvimento no
setor. No fim das
contas, todos
ganham.
* Sérgio Mena
Barreto é presidente
executivo da
Abrafarma -
Associação
Brasileira de Redes
de Farmácias e
Drogarias