Jantar Anual de Confraternização 2013  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 16.12.13 às 18:40h  
   

A Abrafarma realizou, no dia 04 de Dezembro de 2013, tem 3a. Edição do Jantar Anual de Confraternização Abrafarma. O evento aconteceu no Leopolldo Itaim, em São Paulo, e contou com a presença de mais de 500 Executivos do setor Farmacêutico e de Cosmético, envolvendo as Redes de Farmácias Associadas à Abrafarma, Fornecedores, Distribuidores, Entidades de Classe, Autoridades, Prestadores de Serviço e Amigos. O principal objetivo com realização deste encontro anual, é o promover a integração e o relacionamento de executivos diretamente envolvidos nos setores econômicos de produtos Farmacêuticos, Higiene Pessoal, Beleza e Bem Estar. O Jantar de Confraternização é um movimento pioneiro da Abrafarma, já faz parte da agenda dos líderes desses setores e vem ano a ano demandando espaço cada vez maior, pelo aumento da procura e porque tem sido um ambiente frutífero e importante para aproximar parceiros e clientes. Mais de 50% dos presentes no Jantar 2013 ocupam cargos de primeiro nível, Diretorias e Presidência, nas suas organizações. 

Na ocasião, foram reconhecidos os grandes finalistas do Prêmio Parceiros do Ano 2013, e entregues os Troféus aos vencedores de cada categoria. Veja a seguir alguns registros do evento. A cobertura completa pode ser conferida em www.jantarabrafarma.com.br.

 
   
 
   
Brasil: Por que não?  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 30.10.13 às 14:40h  
   

 
   
   
   
Prescrição Farmacêutica: finalmente, um avanço!  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 01.10.13 às 14:40h  
   

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) acaba de aprovar uma resolução que estabelece a prescrição farmacêutica. Apesar de a resolução 586/2013 focar principalmente os medicamentos isentos de prescrição, os MIPs, que por lei não necessitam de uma receita médica, consideramos tal medida bastante positiva. 

Para resolver seus pequenos problemas, é óbvio que o cidadão pode - e deve - utilizar um MIP. São medicamentos seguros, de uso largo em muitos países, e absolutamente eficazes ao que se propõem. Representam solução acessível a baixo custo, e trazem bem-estar, alívio do problema e redução do absenteísmo. Imaginemos o transtorno que seria ter de afastar-se do trabalho por não se poder controlar os sintomas de uma gripe? A resolução permitir que o farmacêutico os prescreva parece um paradoxo, já que estes medicamentos não necessitam de prescrição médica e são de venda livre, mas por outro lado a nova norma formaliza e apoia a profissional que se sente, por falta de proteção legal, inibido a fazê-lo. Mais ainda: reforça o papel educacional, de apoio e segurança de um profissional que está muito mais próximo do paciente do que o próprio médico. O Farmacêutico pode ser muito mais explorado pela população do que o já é. Mesmo que o cidadão decida comprar um MIP por conta própria, e a lei permite que o faça, ele também poderá contar com a prescrição do profissional presente na farmácia. E isso em nada atrapalha. Pelo contrário: ajuda. Então, para nós, a resolução do CFF representa um avanço.  

O Brasil é que precisa avançar ainda mais na classificação de MIPs, pois estamos bem atrasados nesta área. Há muitos anos, diversas categorias que ainda requerem receitas médicas no Brasil já são isentos de prescrição médica nos EUA. Quantas receitas médicas poderia o Brasil, e a população, evitar com o aumento das das categorias destes produtos? Uma entidade co-irmã, a ABIMIP, fez as contas: 200 milhões de prescrições por ano! São diversas as categorias de produtos passíveis de liberação pela Anvisa. Cito como exemplo os medicamentos para controle de acidez gástrica, como ranitidina e omeprazol. Aqui, a rigor, é necessário entrar na fila do médico para adquirir uma receita para que se possa comprá-los. Sendo assim, se não o fazemos, ficamos reféns de sais de frutas e outros produtos que, óbvio, têm função paliativa, mas que não controlam o refluxo advindo da acidez gástrica extrema. Nos EUA, ranitidina, omeprazol e diversos outros princípios ativos similares são vendidos nas gôndolas de farmácias e supermercados há vários anos. Portanto, a resolução do CFF poderá gerar ainda maior valor para a sociedade quando a Anvisa aprovar uma ampliação das categorias de MIPs há muito tempo pleiteada pela indústria farmacêutica. 

A resolução do CFF, mais do que regulamentar a prescrição de MIPs, traz ainda a possibilidade do Profissional Farmacêutico prescrever medicamentos cuja dispensação necessitem de prescrição, ou seja, aqueles que contém tarja vermelha. Desde que haja diagnóstico prévio e esteja previsto em protocolos e acordos, o Farmacêutico também poderia fazê-lo. Esta ousadia da resolução, que já recebe críticas de entidades médicas, sempre dispostas a proteger seu mercado de milhões de prescrições médicas anuais, muitas vezes obtidas a custo alto e acesso precário, abre caminho para a melhoria do acesso e da saúde da população brasileira. Quem sabe não comecemos, assim, por dar respostas  mais eficazes à população, que sofre com a falta de profissionais médicos, um problema crônico que só se vislumbra resolver em trinta anos? 

Sérgio Mena Barreto

Presidente-Executivo da Abrafarma

 

 
   
Campanha pelo fim dos impostos em medicamentos  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 01.10.13 às 14:40h  
   

 
   
   
Tendência é de mais fusões e aquisições  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 25.09.13 às 11:40h  
   

 
   
   
Paradoxo Brasileiro e o Varejo Farmacêutico  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 02.08.13 às 15:40h  
   
 
   
   
Brasil, esse esquizofrênico  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 03.06.13 às 11:40h  
   

Eu nunca conheci alguém que almeje retroceder, piorar de vida, que queira perder aquilo que conquistou. Geralmente a pessoa trabalha duro para prosperar, educar os filhos, morar num local melhor, comprar aquilo que nunca pôde, viajar para conhecer novos lugares, acumular recursos para viver bem sua velhice. “ É pra frente que se anda “, já dizia o ditado popular. 

Isso ocorre também com aquele que empreende. Muitas vezes de posse de todas suas economias, o ousado empreendedor enfrenta a burocracia atroz e abre um pequeno negócio. Por anos a fio, ele reinveste tudo o que ganha até conseguir prosperar, abrir uma segunda loja, uma terceira... e quando se dá conta, já contratou mais de 300 empregados para tocar suas vinte ou trinta lojas. Alguns, ainda mais ousados, acercam-se de especialistas e transformam aquele pequeno negócio em cem, duzentas, quinhentas lojas, e bem mais de 10.000 famílias se alimentam dessa pujança! Sempre em frente, pois assim é que deve ser. 

Também desconheço uma Nação que queria retroceder, piorar a condição de vida da população, deixar de avançar nos diversos indicadores econômicos e sociais que medem prosperidade e crescimento. Geralmente os governos fazem de tudo – flexibilizam legislação, lançam novas linhas de crédito, reduzem exigências - para atrair investimentos e novas empresas, que possam produzir em suas terras, inovar, lançar produtos e serviços cada vez melhores e a menores custos.  E assim prosperam pessoas, empresários e nações. É um círculo virtuoso, onde todos trabalham duro, crescem e sonham com melhores dias. É assim no mundo inteiro, pois é assim que deve ser.  

Exceto no Brasil. Aqui, ao julgar pelo setor em que atuo, o de farmácias, as coisas não podem melhorar. Ao contrário: a prosperidade deve ser barrada, e ao invés de venderem mais, incluir novos produtos e gerar mais empregos, as farmácias são ameaçadas de  reduzir atividades, aumentar seus custos, empregar menos gente. Regredir, dar um passo atrás.  

Na mira das farmácias há sempre uma nova ameaça, uma iniciativa para retroceder tudo. São projetos de lei, resoluções do governo, iniciativas que tornam o ambiente empresarial cada vez pior. Em vez de pensarem em crescer ainda mais, os empresários desse setor se veem às voltas com um emaranhado de decisões que os paralisam, e na necessidade de contratar advogados para combater o excesso de intromissão nos seus negócios.  

Há poucas semanas, por exemplo, o Supremo Tribunal Federal recebeu uma enxurrada de ações (ADIs) que pretendem transformar em Inconstitucionais as leis estaduais que permitem a venda de produtos de conveniência e prestação de serviços de interesse público em farmácias - a rigor o único avanço em anos, neste setor de atividade alvo de tamanhas pressões contrárias.  

Se hoje temos farmácias que podem se comparar às melhores de qualquer lugar do mundo, que ampliaram seu mix de produtos, oferecendo conveniência e serviços que propiciam bem-estar à população, é tão somente pelo desejo de prosperar desses empresários que vão à luta apesar das adversidades. Que investem em lojas melhores, importam produtos, apresentam novidades que melhoram a qualidade de vida de todos. 

Este anseio de prosperidade do varejo farmacêutico reflete a  própria sociedade, pois pesquisas realizadas pela entidade que comando apontam que 75% da população deseja uma farmácia que ofereça um mix cada vez mais amplo, que disponha de novos serviços e conveniência. Enfim, o brasileiro típico deseja que a farmácia que o atende reflita também as aspirações de quem deseja prosperar, comprar produtos melhores e a qualquer hora. Deseja uma farmácia igual à que ele encontra em qualquer grande cidade do mundo para a qual viaja.  

Nós, do setor de farmácias, vivemos num Brasil esquizofrênico. Enquanto um Ministro vai à tv dizer que está tudo bem, que sim, vamos gerar mais empregos e crescer, que novas linhas de crédito serão criadas para expandir a economia, uma outra parte deste mesmo poder público quer proibir prosperidade, empregos e crescimento. Sobre o setor de farmácias paira, o tempo inteiro, uma espécie de espada de Dâmocles – que gera insegurança pela ameaça de que, a qualquer momento, tudo seja proibido.  

As farmácias brasileiras ajudam o País a prosperar, inclusive contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e bem-estar da população. Mas para a esquizofrenia do poder público, infelizmente não temos, em nossas prateleiras, nenhum remédio. 

Sergio Mena Barreto

Presidente-Executivo da Abrafarma

 
   

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Nota ABRAFARMA sobre a RDC 17/2013  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 02.04.13 às 10:00h  
   

A respeito da RDC 17/2013 publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, dia 1º, a Abrafarma tem a declarar que: 

1)    A RDC não traz grandes inovações, a não ser estabelecer regras quanto ao processo de peticionamento eletrônico, eliminando as cópias em papel; 

2)    Ao definir que a Autorização de Funcionamento (AF) deve ser emitida por estabelecimento ou filial, a RDC insiste, infelizmente, em manter o erro de interpretação da legislação vigente. A nosso ver, esta exigência de uma AF por estabelecimento contraria a Lei que criou a própria Anvisa, e que prevê explicitamente uma autorização por empresa, e não por estabelecimento/filial como a agência insiste erroneamente em exigir; 

3)    Quanto à comercialização de plantas medicinais e alimentos, na qual remete à Instrução Normativa 09/2009, não há qualquer inovação quanto as normativas anteriores da ANVISA. As empresas associadas à Abrafarma estão liberadas a fazê-lo, tanto pelas diversas leis estaduais que assim o permitem, quanto por sentenças judiciais que afastaram o cumprimento da IN09/2009. Vale lembrar que, em decisão preliminar, o próprio STJ, ainda no ano de 2010, já afastou a necessidade de cumprirmos a citada Instrução Normativa (decisão em anexo) 

Sergio Mena Barreto
Presidente Executivo da Abrafarma

Veja aqui o voto do Ministro e o acórdão.

 
   
   
   

Prêmio Parceiros do Ano 2012 - Homenagem aos vencedores

 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 01.01.13 às 16:35h  
   

 
   
   
Uma noite memorável  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 06.12.12 às 16:35h  
   

 
   

Na dia 05 de Dezembro passado realizamos, em São Paulo, a primeira edição do Jantar de Confraternização Abrafarma. Reunimos, no Buffett Torres, mais de 500 personalidades do segmento farmacêutico, de higiene & beleza para comemorar os bons resultados do ano de 2012. Este evento, que entrará para o calendário anual da Abrafarma, tem como principal objetivo reunir os mais importantes Executivos do setor e ser o "nosso" momento: de celebrar, de reconhecer e festejar aqueles que fazem as coisas acontecer na indústria farmacêutica em operação no Brasil.

Reconhecer: esse foi o principal motivo daquela noite. E para materializar esse desejo, entregamos o Troféu Parceiros do Ano às empresas que, em votação secreta e não dirigida, sob a avaliação de mais de 180 votantes das redes associadas, mais se destacaram no ano.

Os grandes campeões de 2012 foram:

Sanofi - Categorias Fornecedor do Ano, Marca e MIPs
E.M.S. - Categoria Genéricos 
Hypermarcas (NeoQuímica) - Categoria Similares
Profarma - Categoria Distribuidor do Ano
Unilever - Categoria H&B

Aquela noite só foi possível graças ao apoio de nossos Patrocinadores Premium e Plus, os quais faço questão de agradecer e nominar: Bayer, Biolab, EMS, Eurofarma, Galderma, Hypermarcas, Johnson & Johnson, L'Oréal, Medley, Pfizer, Roche, Sanofi, Servier, Takeda e Tena. Meu melhor agradecimento a cada um de vocês!

Logo abaixo incluo uma pequena seção de imagens daquela noite memorável.


Em breve o site (www.jantarabrafarma.com.br) já estará atualizado com o vídeo-resumo e as imagens, inclusive para download.
 

 
   

Abrafarma realiza evento para premiar os Parceiros do Ano 2012

 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 08.11.12 às 18:40h  
   

A partir deste deste ano a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) realizará um grande encontro de confraternização para marcar as vitórias do período. O evento, aberto a convidados, será ainda a ocasião perfeita para a entrega do Prêmio Parceiros do Ano - outra iniciativa das grandes redes de farmácias brasileiras, na qual a entidade prestará um reconhecimento às indústrias e distribuidoras que mais se destacaram em 2012, por sua performance no mercado e resultados qualitativos obtidos no ano.

O prêmio não tem qualquer caráter ou vínculo comercial. Um comitê multidisciplinar foi escolhido pela Assembleia Geral da entidade para definir os critérios de escolha. Em seguida, durante 04 semanas, ocorreu o processo de votação individual e secreta, e totalmente informatizada, envolvendo profissionais que atuam nas redes associadas, com foco exclusivo em critérios qualitativos. Não é, portanto, uma escolha coletiva, mas a soma da visão de mais de 150 profissionais sobre critérios como nível de serviço, preparação das equipes, inovação e qualidade de atendimento.

A premiação será dividida nas seguintes categorias - fornecedor do ano, fornecedor de medicamento de marca, fornecedor de medicamento genérico, fornecedor de medicamento similar, fornecedor de produto para saúde, fornecedor de higiene e beleza, além de distribuidor do ano.

O Prêmio é uma valorização da competência dos melhores fornecedores do varejo farmacêutico, que fazem o medicamento chegar de forma eficiente ao consumidor final.

Confira os finalistas em cada categoria:

- Categoria Marca: Aché Laboratórios, Eurofarma, Novartis, Pfizer e Sanofi-Aventis

- Categoria Genérico: Biosintética, SEM, Germed, Medley e Teuto

- Categoria Similar: Cimed, SEM, Hypermarcas (Neo Química), Libbs e Teuto.

- Categoria MIPs: Bayer, Boehringer, Hypermarcas, Sanofi e Takeda.

- Categoria Higiene e Beleza: Colgate Palmolive, Johnson & Johnson, Loreal, Procter & Gamble e Unilever.

- Categoria Distribuidor: Drogacenter, Panpharma, Profarma, Santa Cruz e Servimed.

A categoria Fornecedor do Ano será conhecida somente durante a cerimônia de premiação.

Confira o hotsite do jantar: www.jantarabrafarma.com.br

 
   
   

Missão ABRAFARMA EUA 2012
Chicago & Denver - 21 a 29 de Agosto de 2012

 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 16.08.12 às 16:40h  
   

 
   

Todos os anos os principais Executivos da Abrafarma separam uns dias de sua agenda para conhecer o que está acontecendo em outros mercados mundiais. Esse ano escolhemos ir aos Estados Unidos por duas razões:

  •  em primeiro lugar, para entender os possíveis reflexos das mudanças recentes de mercado, pois agora cada cidadão norte-americano deverá optar, segundo a nova legislação recém-aprovada, por um plano de saúde que lhe garanta cobertura médica e assistência farmacêutica.;
     

  • em segundo lugar, avaliar o impacto das alterações na concorrência dos últimos anos, notadamente com a adoção das clínicas de atendimento rápido em supermercados e redes de drogarias, movimentos de fusões e aquisições entre diversos players, e marketing envolvendo redes sociais e outras formas de comunicação 1-to-1.

 A distância entre o mercado norte-americano de medicamentos, que somou US$ 320 Bi em 2011, e o brasileiro, de pouco mais de US$ 22 Bi, é enorme. A realidade então seria muito distante da nossa? Na verdade, entendemos que não. Como se diz nos EUA, “Retail is detail” (varejo é detalhe). Esse varejo dos muitos bilhões de dólares acontece na prática no dia-a-dia de cada PDV, e nisso podemos aprender, e muito, com este que é o maior mercado farmacêutico do mundo. Afinal de contas, com uma venda média por loja de US$ 4,17 MM/Ano*, a operação típica das redes norte-americanas não é lá tão distante das médias das melhores lojas da Abrafarma, por exemplo.

Teremos a oportunidade de visitar uma loja protótipo da Walgreens e outras operações selecionadas, para que possamos observar as soluções práticas de grandes e eficientes operadores varejistas, possibilitando fazer correlações com o propósito de melhorar nossa própria operação.

Participaremos ainda do evento da NACDS, “Pharmacy & Technology Conference”, e seremos recebidos em visita ao HQ e CD da Walgreens. Aproveitaremos então para observar os detalhes, entender a lógica das coisas, aprender com experiências bem distintas de nossa realidade, e celebrar com nossos parceiros de entidade em momentos especialmente preparados para conversas e descontração.

Registro aqui uma palavra de agradecimento à Sanofi, que desde o primeiro momento nos ajudou a construir em cada detalhe essa Missão, contribuindo para que tenhamos dias memoráveis por lá. Obrigado!

Sergio Mena Barreto
Presidente-Executivo da Abrafarma

                                                                                                 *Somente medicamentos

 
   
   
Viés burocrático  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 13.08.12 às 12:20h  
   

Fonte: Folha de São Paulo 11/08/2012

Hélio schwartsman

SÃO PAULO - Discordo da proposta da Anvisa de passar a obrigar os consumidores a apresentarem receita médica para comprar nas farmácias a maioria das classes de medicamentos, incluindo anticoncepcionais, anti-inflamatórios e anti-hipertensivos. A exigência já existe no papel --esses remédios têm tarja vermelha--, mas a Anvisa não cobra das drogarias que implementem a regra.

Minha primeira objeção é de ordem filosófica: não cabe ao Estado atuar como babá do cidadão. Todo mundo sabe que medicamentos podem produzir efeitos colaterais potencialmente perigosos e, por isso, devem ser tomados apenas sob orientação médica. Se, ainda assim, a pessoa insiste em apelar para o "do it yourself", é um direito dela.

Existem, contudo, também razões de saúde pública para opor-se à medida. Cardiologistas, por exemplo, têm uma dificuldade tremenda para obter a adesão de seus pacientes hipertensos ao tratamento. Como a moléstia em geral não provoca sintomas, o doente muito facilmente deixa de tomar as drogas prescritas. Estima-se que de 40% a 60% dos pacientes não sigam adequadamente o regime medicamentoso. Raciocínio parecido vale para o diabetes e várias outras doenças crônicas.

Adicionar um novo obstáculo à aderência, como a necessidade de ver o médico para obter outra receita, não é uma ideia inteligente. E fica pior quando se considera que tanto o sistema público como o privado estão saturados. Não faz sentido onerá-los ainda mais com consultas burocráticas para revalidar prescrições.

Considerando-se que de 22% a 44% dos brasileiros adultos sofrem de hipertensão e 12% de diabetes, não é preciso um estudo epidemiológico para descobrir que temos potencialmente mais pacientes crônicos relapsos que aventureiros farmacológicos intimoratos. O norte, portanto, deveria ser desburocratizar e facilitar o acesso a drogas de uso contínuo, não o contrário.

 
   
   
A ANVISA bem além da ideologia e do corporativismo
 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 31.07.12 às 16:36h  
   

A Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), que congrega as maiores redes do varejo farmacêutico nacional, apoia a medida da Anvisa que, após estudos internos e realizar consulta pública por longo período, decidiu suspender a resolução que proibia a venda de medicamentos isentos de prescrição nas gôndolas.

Infelizmente, sob a alegação de minimizar possíveis riscos do uso desses medicamentos, a resolução anterior induzia o cliente à compra, com alguém decidindo por ele – algo que está longe de representar segurança. Vale lembrar que estes remédios visam resolver pequenos males que dispensam atenção médica por sua própria natureza. Essa categoria de medicamentos isentos de prescrição existe em muitos países, e estes produtos são classificados assim exatamente por serem seguros, de fácil uso e baixo risco.

Nos últimos dias temos identificado, via mídia, o acirramento de posicionamentos já anteriormente vistos ao vivo durante a audiência pública que discutiu o tema: quando algo não representa sua vontade "soberana", representantes de diversas entidades, notadamente de "Conselhos" e "Federações" de determinadas categorias profissionais, atacam o agente regulador, disfarçando interesses corporativistas com discurso que pretende amedrontar a população. Mas por que eles seriam donos da verdade? Por que agora a mesma Anvisa que resolveu voltar atrás por coerência e isenção, não lhes merece mais o respeito? Só por que conflitou com seus interesses corporativos? Acertou a Anvisa, mesmo contrariando os ideólogos de plantão, já há muito conhecidos.

Bem conhecemos o ambiente anterior, em 2009, que culminou na publicação da RDC 44 e Instruções Normativas 09 e 10. A Abrafarma chegou a explicitar, em debates e audiências públicas na Câmara e no Senado, os estranhos caminhos, de interesses pessoais e pretensões políticas personalistas, que levaram o País a se submeter aos caprichos dos ideólogos que, sem qualquer análise e distorcendo estudos para confirmar suas frágeis teses, submeteram à população às mesmas regras tomadas num país vizinho, o Chile - e que voltara atrás, percebendo o dano causado ao cidadão comum. Não precisávamos, portanto, ter ido tão longe para perceber o engodo.

A nova diretoria da Agência está de parabéns e dá um passo à frente, muito além da ideologia e do tradicional corporativismo reinante no setor de saúde brasileiro. Com seu ato, alinha-se a um País que se pretende grande, fazendo o Brasil retomar o caminho seguido por todos os países desenvolvidos.

Sergio Mena Barreto
Presidente-Executivo da Abrafarma

 
   

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O rumo das farmácias brasileiras  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 20.07.12 às 10:40h  
   

Com classe C e mais idosos, elas crescem. Clientes pedem agora conveniência: itens de beleza, higiene e até serviços bancários tem de estar disponíveis a eles.

O setor farmacêutico é atualmente um dos mais pujantes do mundo. No Brasil, a situação não é diferente. Há uma evolução vigorosa desde 2008 e possibilidade real de o setor dobrar de tamanho até 2017.

Uma estimativa da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) aponta que o Brasil caminha para ser, ainda em 2015, o quinto maior mercado mundial -hoje, é o sétimo. Para isso, é necessário planejar o futuro.

O mercado brasileiro de medicamentos movimentou, em vendas, R$ 24 bilhões em 2008, passando para R$ 43,9 bilhões no ano passado, uma evolução de 82,91%.

As grandes redes associadas à Abrafarma também cresceram acima da média nos últimos cinco anos. Em 2011, a evolução foi de 21%. Em 2012, as vendas avançam com o mesmo vigor e estão 20,85% acima do ano passado.

Esse forte crescimento tem sido influenciado por vários fatores:

- Expansão econômica brasileira, com estabilidade nos principais índices, como inflação e PIB;
- Aumento do emprego formal;
- Melhoria na distribuição de renda e ascensão social;
- Envelhecimento da população;
- Queda de patentes;
- Migração de volumes do institucional para o varejo pelo programa Aqui tem Farmácia Popular.

Há ainda a inovação, criando novos formatos de lojas que atendem às características de cada região.

Para o setor, os próximos anos são extremamente promissores. A expansão da classe C criou um segmento responsável por 42% do movimento de vendas no setor.

A perspectiva de aumento no volume de negócios nos anima. Em 2017, devem ser comercializadas 135 bilhões de unidades de doses, impulsionando o faturamento do mercado brasileiro para R$ 87 bilhões.

Para garantir o crescimento, o grande desafio é explorar melhor os pontos de vendas, principalmente as categorias de higiene e beleza.

Os executivos devem prestar atenção nas necessidades dos clientes, considerando que a maioria opta por farmácias e drogarias que, além da assistência farmacêutica, funcionam 24 horas, entregam em domicílio e oferecem serviços ambulatoriais.

Além disso, 75% dos consumidores percebem a farmácia como um local de conveniência e oferta de serviços de utilidade pública, até mesmo de correspondência bancária -realidade muito comum em pequenas cidades do interior.

Também precisamos cuidar do entorno do negócio. Uma das iniciativas é aprofundar a discussão para a desoneração dos impostos sobre medicamentos. É inconcebível que incida sobre bens essenciais uma carga tributária de 36%, enquanto diamantes, linguiças e cavalos puro-sangue contribuem com módicas alíquotas de até 7% ou simplesmente são isentos de impostos.

O mercado farmacêutico se expande a passos largos e agora passa a conviver com fusões e aquisições, consequência da atividade econômica nacional e, mais do que isso, fruto de uma estratégia certeira do segmento. Com demanda maior, grandes redes buscam formas de se capitalizar e ampliar sua visibilidade.

As recentes fusões deixam claro que o setor está em amadurecimento e enxerga a sua grande importância para a economia brasileira.

A evolução deverá estar sustentada em três pilares: viabilidade econômica, capacidade de operação e marcos legais claros. Mas, acima de tudo, precisamos avançar na eficiência da cadeia, unindo os representantes do setor de todo o Brasil.

SERGIO MENA BARRETO, 44, é presidente da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma)

 
   
   
Você é brasileiro? Que pena: pague U$ 22,73. Se você fosse um cidadão inglês...  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 16.03.12 às 10:40h  
   
   
   

Comprar medicamentos no Brasil significa pagar 33,9% em impostos. Visando reverter essa situação vexatória, o senador Paulo Bauer (PSDB/SC) apresentou em discurso no plenário Proposta de Emenda à Constituição (PEC 115/2011) que isenta totalmente os medicamentos de uso humano de todo e qualquer tipo de tributos.

“Está na Constituição que todos os brasileiros têm direito à saúde. E ao se falar isso, se imagina internação hospitalar, ações preventivas e até o saneamento básico. Mas é preciso muito mais, pois o uso de medicamentos também é um direito”, argumentou.

De acordo com ele, o trabalhador adoece, não consegue comprar todos os remédios receitados e, pouco tempo depois, fica doente novamente. “Ele retorna ao hospital e provavelmente terá que tomar mais medicação, ainda mais cara”, disse Bauer.

“No Reino Unido, Canadá, Colômbia, Estados Unidos, México e Venezuela o tributo é zero. Na França, Suíça, Espanha, Portugal, Holanda, Bélgica e Itália, o máximo cobrado é 10%”, afirmou o parlamentar catarinense, que não entende por qual motivo no Brasil se paga 33,9% em média.

Em seu pronunciamento, Bauer mencionou estudo realizado pelo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), do qual se destaca a informação de que um determinado remédio de uso humano produzido no Brasil, com o preço final de US$ 22,73, se produzido no Reino Unido chegaria ao consumidor por US$ 11,43.

Veja reportagem do SBT a respeito do tema:
 
http://www.youtube.com/watch?v=DFjzlMDUDdM&feature=youtube_gdata_pla
 
   
   
Abrafarma no Especial da Semana – Jornal DCI  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 24.02.12 às 16:55h  
   

 
   
Confira aqui!  
   
   
Abrafarma no Guia da Farmácia  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 16.01.12 às 12:45h  
   

 
   

Entrevista na Edição de Janeiro da revista Guia da Farmácia resume os desafios no varejo farmacêutico para 2012, sob o ponto de vista da Abrafarma.

 
   

Confira aqui!

 
   
   
Varejo Farmacêutico 2011 - 2012  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 02.01.12 às 12:45h  
   
 
   
Boas Festas  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 23.12.11 às 12:45h  
   
 
   
   
Abrafarma 20 Anos - Vídeo Institucional  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 13.12.11 às 12:45h  
   

Conheça, através do vídeo institucional exibido no evento de comemoração dos 20 Anos de Fundação da Abrafarma, as bandeiras de luta da entidade, e o que nos move ate aqui. Uma historia construída com participação de grandes executivos, empreendedores e defensores do livre mercado e da ampliação do acesso a medicamentos. 

 
   
   
   
   
Vinte anos: um bom começo!
 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 25.11.11 às 12:45h  
   

 
   

* Sérgio Mena Barreto 

No início da década de 90, o Brasil enfrentava uma inflação média ao ano de 764%, instabilidade econômica, recessão e desconfiança dos mercados externos. Foi em meio a esse período nebuloso que um visionário grupo de empreendedores fez surgir a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), em outubro de 1991. A entidade nascia sob as bandeiras do livre mercado, da redução de interferências regulatórias e do rigor no atendimento à legislação. 

Pautado por uma gestão profissional, atento ao olhar do consumidor e a tendências internacionais, as grandes acompanharam com vigor a evolução da nossa economia – que começava a respirar novos ares em 1994, com a criação do Plano Real e a tão esperada estabilidade financeira. Com o novo cenário brasileiro, o setor ganhou forças para ir além e incutir novos hábitos entre a população, fazendo da farmácia uma completa e eficiente loja de saúde. 

Em 1995, as redes associadas à Abrafarma superavam a marca dos nove dígitos e atingiam faturamento total de R$ 1,1 bilhão, com 754 lojas em todo o Brasil e uma cartela de mais de 125 milhões de clientes atendidos em um ano. Após 16 anos, chegamos a 3.616 pontos-de-venda, tendo o faturamento atingido a marca de quase R$ 20 bilhões. Este crescimento encorpado demonstra a maturidade do setor, que comprovou sua capacidade de evoluir de maneira orgânica e perene, independentemente das oscilações econômicas ou de momentos de opulência.  

Estratégico para a atividade econômica nacional, o setor também se cotizou para ampliar o acesso da população a medicamentos e, consequentemente, à saúde de qualidade. Os anos 2000 foram pautados pela luta em prol do fortalecimento dos medicamentos genéricos, pela criação do programa Aqui tem Farmácia Popular na iniciativa privada e pela campanha Fim do Remédio Amargo, Imposto Zero, que defendia a redução da pesada carga tributária sobre medicamentos. Paralelamente a essa mobilização, na metade da década as grandes redes já acumulavam faturamento de R$ 5,9 bilhões, com mais de 1.600 pontos de venda.  

Neste período, a profissionalização do setor já era uma realidade. Com a crescente demanda, as redes buscaram formas de se capitalizar ainda mais e ampliar sua visibilidade. Não à toa, em 2010 presenciamos a fusão da Drogaria São Paulo com a Drogão. Em 2011, Drogasil e Droga Raia uniram forças para formar a maior rede do País. E não será surpresa se tivermos novas movimentações nos próximos anos.  

Os números confirmam o destaque do setor. Em setembro de 2011, a comercialização de medicamentos representa 70,2%, atingindo R$ 13,7 bilhões. O balanço aponta ainda mais de 615 milhões de atendimentos e 1,8 bilhão de unidades vendidas de medicamentos e não-medicamentos.  

O mercado acompanhou a evolução do consumidor. Buscou novidades em nível internacional, por meio de intercâmbio e troca de informações. A estratégia de posicionar a farmácia e a drogaria como um centro de saúde e bem-estar, com um vasto mix de produtos e serviços e modelo similar ao aplicado com sucesso na Europa e nos Estados Unidos, conquistou os consumidores. Já temos no Brasil redes de drogarias de alto nível, com oferta de serviços e produtos que nada fica a dever aos países mais desenvolvidos. 

As associadas à Abrafarma representam 36% de todas as vendas realizadas no País. Apesar de contarmos no Brasil com cerca de 65 mil pontos de venda, somente 12 mil deles vendem 75% de todos os medicamentos consumidos no país. É só o começo para essa jovem. Um bom começo, não?

 

* Sérgio Mena Barreto é presidente executivo da Abrafarma - Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias

 
   
   
Os Três grandes desafios  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 20.07.11 às 17:30h  
   

Nesta entrevista para o IDVF, que está indo ao ar hoje, falamos dos três desafios que o varejo farmacêutico enfrenta no presente, e certamente impactarão no futuro da farmácia no Brasil.

 
   
   
   
   
I Seminário para Jornalistas  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 17.05.11 às 12:30h  
   
 
   
   
   
Programa Aqui Tem Farmácia Popular
 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 14.02.11 às 13:40h  
   

 

 

 

Teve início hoje, no Programa Aqui Tem Farmácia Popular, disponível nas redes de farmácias privadas em convênio com o Ministério da Saúde, etapa de gratuidade em medicamentos para Diabetes e Hipertensão. O lançamento dessa etapa da programa ocorreu em cerimônia conduzida pela Presidente Dilma Rousseff dia 03/Fevereiro no Palácio do Planalto.  

A disponibilidade de produtos sem a co-participação do usuário, ou seja, sem que ele tenha que pagar parte do preço, só foi possível em razão da parceria entre as redes de farmácias vinculadas à Abrafarma e seus fornecedores, a partir do estímulo do Ministério da Saúde. 

De posse de uma receita médica, o cliente poderá encontrar os seguintes medicamentos, nos princípios ativos/concentração, sem ter que pagar nada por eles (Clique aqui para ver a lista). 

É importante esclarecer que a farmácia poderá dispor do medicamento de referência, genérico ou similar, mas nem sempre todas as opções e marcas estarão disponíveis para atendimento no Programa. Como afirmamos anteriormente, a disponibilidade dos produtos deve-se exclusivamente à capacidade de negociação ocorrida desde Janeiro/2011, quando o Governo Federal propôs tal necessidade. Mas estamos atuando fortemente para garantir que pelo menos 01 (Hum) medicamento genérico de cada princípio ativo esteja apto para entrega ao consumidor. 

As redes associadas à Abrafarma apóiam a iniciativa do Governo Federal / Programa Aqui Tem Farmácia Popular por acreditar na ampliação do acesso ao cidadão – uma bandeira de luta da entidade desde sua fundação. 

Não podemos deixar de ressaltar, nesse momento, a necessidade de se avançar na discussão do acesso ao medicamento no Brasil, notadamente através da desoneração tributária. O cidadão brasileiro paga 36% de impostos cada vez que adquire uma unidade de medicamento, o que é um grande absurdo. Essa alta carga tributária, a maior do mundo em medicamentos, precisa ser revista o mais rápido possível. Medicamento é um bem essencial, fundamental para manutenção à vida e tem de ter tratamento diferenciado. Assim o é na maioria dos países, que dispensam impostos ou os mantém na menor alíquota possível.  

A favor da redução da carga tributária de medicamentos, a ABRAFARMA realizou, em 2008, campanha de coleta de assinaturas com a população. Exatos 3.644.728 cidadãos assinaram embaixo de tal proposição. Desonerado o medicamento de impostos, o resultado imediato seria o repasse de preços menores à população, uma vez que o próprio Governo Federal controla os preços do produto. Essa medida, se abraçada por todos, sociedade e Governo, seria um enorme avanço na saúde do Brasil.

 
   
   
O Encontro com o Ministro  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 16.01.11 às 16:30h  
   

 
   

Estivemos na última semana em Brasília em encontro convocado pelo novo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de quem tive as melhores impressões. Numa conversa cordial e franca, envolvendo representantes de entidades do segmento farmacêutico e membros de sua assessoria, o Ministro mostrou-se disposto a enfrentar os grandes gargalos da saúde, elencando alguns pontos prioritários.

De nossa parte, apresentamos o pleito da redução da carga tributária sobre medicamentos. O Brasil, como se sabe, ostenta o nada honroso posto de país que mais taxa medicamentos no mundo: nada menos do que 34% do valor são impostos federais e estaduais. Um descalabro, quando comparamos essa alta taxação com impostos sobre outros produtos nacionais: enquanto o ICMS de medicamentos varia de 17% a 19%, encontramos 1,5% de impostos em diamantes e esmeraldas, 7% para cavalo puro sangue, 4% para helicópteros e 12% para veículos. Há ainda a cesta básica de alimentos, com alíquota de 7%.

Aproveitamos a oportunidade para entregar ao Dr. Alexandre Padilha o resultado da campanha a favor da redução dos impostos de medicamentos, realizada pela Abrafarma, e que reuniu 3.644.737 assinaturas em 10 Estados. O Ministro assumiu o compromisso de levar a bandeira da redução de impostos adiante. E para que ele, dentre tantos desafios, não esqueça do tema, entregamos, além da reprodução do 1o. e último caderno de assinaturas, uma foto do volume de assinaturas recolhidas.  

Na edição do hoje do Jornal Folha de São Paulo o Ministro fala de seus enormes desafios na área.  Nossa torcida sincera é a de que ele tenha fôlego suficiente para mudar o panorama da área de Saúde em nosso País. Sucesso, Ministro!

Clique aqui para ler sua entrevista.


http://www1.folha.uol.com.br/poder/861108-ministro-quer-recursos-fixos-para-a-saude.shtml

 
   
   

Antibióticos: Um desastre anunciado?

 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 24.11.10 às 11:50h  
   

 
   

No próximo domingo, dia 28/Novembro, a população brasileira estará submetida à exigência, por parte da RDC 44/10, da retenção de receita de medicamentos antimicrobianos. Como afirmamos antes, é uma medida que pode vir trazer impactos negativos à população brasileira. 

Diversas entidades, como a Abrafarma, Abcfarma, Conselho Federal de Odontologia (CFO), Conselho Federal de Farmácia (CFF), Federações de Comércio e outras têm manifestado à Anvisa preocupação quanto à inexistência de médicos e ao péssimo acesso ao sistema de saúde.   

Até o momento não vimos, por parte da Anvisa, qualquer preocupação com esta situação. 

Há um ditado popular de que "uma imagem vale mais do que 1.000 palavras". Pois ontem, dia 23, o Programa Profissão Repórter, da Rede Globo, escancarou em rede nacional o descalabro que ocorre nos corredores e emergências em hospitais públicos de todo o País.  

Como afirmamos anteriormente as farmácias terão de adaptar seus sistemas, registrar os produtos, e reter a 1ª. via da receita médica. Mas e o usuário, que deve ser o centro disso tudo, como fica? O problema do acesso no País continua não resolvido! E apenas para que não nos esqueçamos:  bactérias não tratadas também progridem, agravam o estado de saúde, levam a óbito. É bom que registremos os números atuais. Não será  surpresa se os casos de “super-bactérias” explodam no futuro por falta do tratamento básico anterior. Daí veremos se a medida terá sido, dadas as condições atuais de acesso, um acerto ou um desastre.

 
   
   

FRACIONAMENTO x RASTREABILIDADE: INCOMPATÍVEIS PELA PRÓPRIA NATUREZA

 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 08.11.10 às 10:10h  
   

Mais uma vez, na última sexta-feira, dia 05/Outubro, voltou à tona o assunto sobre a baixa quantidade de embalagens de medicamentos fracionados existentes no mercado. Referimo-nos à campanha divulgada pela Associação Pro Teste e pelo Instituto ETHOS, desconectada da realidade, e na contramão de todo o esforço brasileiro em tornar a embalagem do medicamento mais segura e rastreável.

Já abordamos esse tema em posts anteriores. A possibilidade de implantação do fracionamento já está superada pela própria realidade do aumento alarmante de crimes envolvendo medicamentos. No mundo inteiro, o grande desafio tem sido o combate à falsificação e roubo desses produtos, e isso não tem sido diferente em nosso País.

Com estatísticas alarmantes sobre falsificação e roubo de medicamentos, dando conta de que mais de 300 toneladas de medicamentos falsos são apreendidos por ano no país, o Brasil inicia um processo de encontrar uma solução para este grave problema: é a rastreabilidade de medicamentos. Este projeto, inclusive, foi alvo da Instrução Normativa 11/2010 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada no Diário Oficial da União no dia 03 de novembro. Segundo a normativa recém-publicada, em até 01 ano, todas as embalagens de medicamentos produzidos e comercializados no Brasil contarão com um selo produzido pela Casa da Moeda, passando a ser rastreáveis e teoricamente mais seguros.

Ocorre que as novas medidas de segurança são absolutamente incompatíveis com o fracionamento, POIS FOCAM NA GARANTIA DA EMBALAGEM FECHADA. Ao obrigar que o farmacêutico abra a embalagem original e entregue os comprimidos em pequenas embalagens fracionadas, quebra-se todo o ciclo de segurança pretendido, e o próprio selo a ser implantado pela Casa da Moeda, perde sua eficácia. É praticamente impossível rastrear as pequenas unidades depois de fracionadas, nem mesmo garantir sua legitimidade.

Defender o outro lado da moeda, o de medicamentos sem selo e fracionados, é abrir a porta para o surgimento de um novo tipo de crime: o medicamento passará a ser fracionado pelos bandidos já na origem, sendo importados já “prontos para venda”. As quadrilhas especializadas em roubo de cargas incluirão uma fase adicional em seu processo: o “pré-fracionamento” nos esconderijos. O suposto benefício econômico da compra de quantidade menor de cápsulas e comprimidos perde todo o sentido frente à falsificação e roubo de medicamentos.

 
   
   

Antibióticos e a grave questão do acesso

 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 03.11.10 às 12:15h  
   

 
   

No último dia 28/Outubro o Diário Oficial publicou a RDC 44/10, da Anvisa, que define a retenção de receitas de medicamentos antimicrobianos. Acerca da medida, publicamos, no dia seguinte, 29/10, comentários fazendo um contraponto entre a provável correção da medida, mas da conseqüente injustiça com os usuários. Sim, injustiça, pois a medida ignora a realidade que vivemos no Brasil: um País com graves problemas de acesso ao prescritor e ao sistema de saúde, seja público ou privado.

Infelizmente ainda temos ouvido poucas vozes acerca do tema – provavelmente em razão da “ressaca” natural pós-eleições presidenciais.  Mas ainda na sexta-feira tive a satisfação de perceber, nas palavras do Presidente do CFF (Conselho Federal de Farmácia), Dr. Jaldo de Souza Santos, entendimento parecido. Segundo ele “O Governo teria primeiro que organizar o setor de saúde para, assim, garantir aos pacientes o acesso ao médico e à receita. Só depois, ele restringiria a venda de antimicrobianos, mediante a apresentação e retenção da receita, nas farmácias e drogarias”.

E você, o que pensa a respeito?

Leia logo abaixo meu primeiro post sobre o assunto, inclusive com alguns dados acerca da falta de acesso.

Leia também aqui a matéria do Presidente do CFF.

 
   
   

Antibióticos: medida correta, mas justa?

 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 29.10.10 às 12:40h  
   

No dia de ontem o Diário Oficial publicou a RDC 44/10, da Anvisa, que define a retenção de receitas de medicamentos antimicrobianos. A medida vem embalada nas recentes matérias divulgadas pela mídia acerca das chamadas “super-bactérias”, que proliferam em ambiente hospitalar.

A medida da Anvisa, sob o ponto de vista técnico, parece correta. Há grande desconfiança de que as “super-bactérias” sejam decorrência do aumento indiscriminado do uso de antimicrobianos. E isso no mundo inteiro, não só no Brasil. Mas a causa do problema não é a venda sem receita x com receita. Mesmo em países onde há bom acesso ao sistema de saúde, e por conseqüência, prescrições médicas, há casos em ambiente hospitalar de bactérias cada vez mais fortes que são resistentes aos medicamentos.

Como afirmei antes, a medida parece correta, mas temo que não seja justa com o paciente. Isso em razão de que a medida parte do pressuposto de que o sistema de saúde é acessível, só que isso está muito longe de ser verdade, bem sabemos. A realidade é de que ainda há 1.606 municípios sem nenhum hospital público, ou seja, 30% do País. Em 1.000 municípios, só há médico em um único dia por mês. E em 455 deles, não há profissional dessa categoria em NENHUM dia do ano.  

Mesmo nas grandes cidades, sabemos que não é fácil o acesso ao médico no sistema público. Segundo pesquisas qualitativas realizadas semestralmente pela SECOM / Palácio do Planalto, a saúde costuma ser citada como o maior problema do País, com 36% de citações. 41% das pessoas consideram “Ruim/péssimo” os hospitais públicos e postos de saúde.  E 71,8% dos respondentes afirmam isso com base na experiência pessoal de utilização do sistema. E no sistema privado, a realidade, um pouco melhor, também deixa a desejar: o usuário só pode realizar nova consulta após 30 dias da anterior.

Sendo assim, as farmácias terão de adaptar seus sistemas, registrar os produtos, e reter a 1ª. via da receita médica. Mas e o usuário, que deve ser o centro disso tudo, como fica? Em menos de trinta dias será resolvido o problema do acesso no País? E apenas para que não nos esqueçamos:  bactérias não tratadas também progridem, agravam o estado de saúde, levam a óbito. É bom que registremos os números atuais. Não será  surpresa se os casos de “super-bactérias” explodam no futuro por falta do tratamento básico anterior. Daí veremos se a medida terá sido, dadas as condições atuais de acesso, um acerto ou um desastre.

 
   
   

Decisão do STJ representa vitória parcial do consumidor

 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 22.09.10 às 16:10h  
   

Por 15 votos a zero, a Corte Especial – órgão máximo do Superior Tribunal de Justiça (STJ) – confirmou a liberação da venda de produtos de conveniência nas farmácias e drogarias das redes associadas à Abrafarma. O julgamento havia se realizado dia 29/Junho, mas o resultado (Acórdão) só foi publicado na última  sexta-feira, dia 17 de setembro. A decisão mantém o entendimento do vice-presidente do STJ, Ministro Ari Pargendler, e a ação judicial concedida à Abrafarma - Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias pelo MM Juiz da 5ª Vara Federal de Brasília.  

Com essa decisão do STJ, as farmácias não precisam seguir a lista de produtos publicada pela Anvisa, que pretendia restringir as atividades dos estabelecimentos em todo país, proibindo venda de produtos como barra de cereais, refrigerantes, matinais, bem como a prestação de serviços de pagamento de contas ou recarga de telefone celular. Em pesquisa realizada pelo IBOPE para a Abrafarma, 73% da população se manifestou contrária a tais proibições. 

A decisão preserva, entretanto, o parecer anterior de que os medicamentos sem necessidade de receita médica têm de ficar atrás do balcão, fora do alcance do consumidor. Tem-se então uma vitória apenas parcial da população, que tem o seu direito de comparar medicamentos isentos de prescrição, incluindo preços e composições, prejudicado.

Veja aqui o voto do Ministro e o acórdão.

 
   
   

Conar questiona legalidade de atos da Anvisa

 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 02.08.10 às 12:30h  
   

Em entrevista ao Jornal Folha de São Paulo de ontem, 01 de Agosto, o Presidente do CONAR, Gilberto Leifert, considera que as iniciativas da Anvisa de restringir a publicidade de bebidas, alimentos e medicamentos são autoritárias e inconstitucionais.  

As três tentativas de regulação foram questionadas pelo órgão, que solicitou à AGU – Advocacia Geral da União – posicionamento a respeito. Nos três casos a AGU reiterou que a liberdade de expressão comercial é uma garantia constitucional, e só o Congresso Nacional pode legislar sobre a propaganda de tais produtos, opinando que a Anvisa deveria suspender imediatamente suas RDCs.

No caso de medicamentos, as entidades atingidas tiveram de acionar a Justiça para que as empresas representadas não estejam sujeitas às decisões da Agência, que restringiu a publicidade ao público leigo.

O que mais espanta é a manutenção da ilegalidade. A RDC 96, de publicidade de medicamentos, publicada em Dezembro de 2008, continua a gerar multas, e impor condições absolutamente ilegais às empresas instaladas no País. A Anvisa simplesmente manteve sua resolução, ignorando a instrução da AGU. Tornou-se explicíta a afronta às leis - algo impensável numa democracia e no Estado de Direito.

Leia aqui a entrevista do Presidente do Conar.

 
   
   
Fracionamento de medicamentos  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 26.07.10 às 17:30h  
   

Em interessante artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo de hoje, 26 de Julho, o empresário Ronaldo de Carvalho, Presidente do Conselho da Drogaria São Paulo, uma das redes fundadoras da Abrafarma, chama a atenção do País para a questão do fracionamento de medicamentos. Sua análise lança novas luzes sobre um tema importante e que a sociedade brasileira tem de debater com cuidado.

Em artigo publicado no jornal Brasil Econômico em Abril passado, levantamos alguns pontos sobre o assunto, principalmente a contradição de aprovarmos uma lei no Brasil ao mesmo tempo em que muitos países discutem regras mais duras para as embalagens secundárias como uma resposta ao avanço da falsificação e roubo de medicamentos – um grave problema de saúde pública, de preocupação mundial.

Aprovar o fracionamento de medicamentos, que na teoria visaria inibir riscos de “sobras” de medicamentos contidos na “farmacinha” caseira, além de uma não provada economia para o consumidor, jogaria por terra o combate à fraude e à falsificação. Não é possível rastrear embalagens primárias – fracioná-las é um risco a mais num sistema de controle já frágil.

Forme seu próprio juízo de valor. Leia aqui o interessante artigo do Ronaldo de Carvalho.

E se quiser também dar uma olhada no artigo que publicamos no Jornal Brasil Econômico, clique aqui.

 
   
   
Prescrição Farmacêutica: O Brasil se prepara para dar mais um passo pra trás  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 10.06.10 às 16:02h  

 

 

Segundo informações do site do Conselho Federal de Farmácia (CFF), aquele órgão pretende aprovar agora em Junho uma resolução que obrigue o paciente a receber uma “prescrição farmacêutica” para os Medicamentos Isentos de Prescrição Médica (MIPs). Na prática, ao tentar comprar um simples analgésico ou um descongestionante nasal, o farmacêutico deverá emitir uma prescrição por escrito, ou poderá negar a venda ao consumidor depois de preencher uma ficha de atendimento farmacêutico.  

Trata-se de uma evidente manobra corporativista do CFF que, sem passar pelo Congresso Nacional, pretende criar uma nova categoria de medicamentos: a dos “medicamentos isentos de prescrição COM prescrição”. É isso mesmo que você leu !

Segundo os farmacêuticos que defendem tal “avanço”, a “prescrição farmacêutica” qualificará o uso dos medicamentos isentos de prescrição médica, gerando “segurança para os pacientes”, além de proteger contra possíveis interações medicamentosas e reações adversas. Ocorre que não há insegurança alguma no uso desse tipo de medicamento. Os dados que citam algum tipo de intoxicação de medicamentos, por sinal menos de 600 casos no ano passado classificados como auto-medicação pelo Sinitox, não citam medicamentos isentos de prescrição. Na verdade, isso é mais uma tentativa de cercear os direitos do cidadão. Se aprovada tal idéia, a censura estará definitivamente implantada, e tudo isso aprovado num colegiado de menos de 30 pessoas.

PS  - No último dia 20 de Maio, o governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, sancionou a Lei Estadual nº 5.726 autorizando todas as farmácias e drogarias do estado fluminense a manter os medicamentos isentos de prescrição médica ao alcance do consumidor.  A lei anula os efeitos, naquele Estado, da Instrução Normativa 10 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em vigor desde fevereiro último.

 
   
   
EUA x Brasil: adivinhe onde é mais caro?  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 10.05.10 às 11:25h  
   

Em interessante artigo publicado no último dia 03 de Maio no Jornal Valor Econômico, o sociólogo Alberto Carlos Almeida, autor do livro “A Cabeça do Brasileiro”, relata uma experiência pessoal de compra de produtos de higiene e beleza numa grande rede em New York e outra em São Paulo. Apesar de pagar um pouco mais pelos mesmos produtos na rede norte-americana, ele traça um paralelo entre os dois países e chega à seguinte conclusão: nós pagamos muito mais, proporcionalmente à renda, pelos mesmos produtos aqui no Brasil.

É verdade. E em seu artigo o próprio articulista dá pistas acerca do motivo de tal disparate.

Se analisarmos o Balanço publicado de uma grande rede norte-americana e outra brasileira, veremos que os custos administrativos, aluguel, marketing etc são bem parecidos. O que desequilibra mesmo o jogo é o chamado “custo Brasil: a elevadíssima carga tributária média de 40% e os encargos sociais que envolvem uma operação em nosso País.

A comparação do sociólogo se deu em produtos de higiene e beleza. Pior ainda é o que acontece em medicamentos: estes continuam a ser considerados como bens supérfluos por aqui! Somente de ICMS, o principal imposto, o consumidor paga entre 17% e 19% sobre o preço final. É um escândalo que o mesmo ICMS sobre diamantes e esmeraldas seja 0%,  sobre helicópteros seja 4% e  sobre cavalos puro-sangue seja  de apenas 7%. Uma absurda inversão de valores contra a qual temos de lutar sempre.

Veja aqui o artigo publico no Jornal Valor Econômico.

 
   
   
STJ libera a venda de produtos de conveniência  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 03.05.10 às 12:40h  
   

Em decisão proferida na tarde de ontem, 03 de Maio, o vice-presidente do STJ, Ministro Ari Pargendler, decidiu acatar recurso da ABRAFARMA e FEBRAFAR e manter a decisão judicial liminar concedida à entidade pelo MM Juiz da 5ª. Vara Federal de Brasília.  

O Ministro, que havia cassado a liminar duas semanas atrás, reconhece que a discussão se dá no campo da legalidade ou não das medidas da ANVISA, e mantém a liminar que permite a venda de produtos de conveniência nas farmácias e drogarias associadas em todo o País. A decisão do Ministro mantém, entretanto,  seu entendimento anterior de que os medicamentos que não precisam de receita médica têm de ficar atrás do balcão, fora do alcance do consumidor.  

A matéria ainda está em fase de Agravo Regimental no próprio STJ, mas na prática a venda dos produtos de conveniências já está liberada, independente da decisão da Corte Especial. Caso os Ministros daquele órgão mantenham a decisão do Ministro Pargendler, os produtos de conveniência continuam liberados. E na hipótese de a Corte Especial – órgão máximo do STJ – cassar a decisão do Ministro, os medicamentos também voltarão a ser liberados para venda em gôndolas. O Agravo Regimental será apreciado na sessão do dia 19 de Maio próximo.

O Ministro vice-presidente do STJ reconhece também que as leis estaduais que permitem a venda de produtos de conveniência estão em vigor, e que as farmácias não ficarão proibidas de comercializar produtos de conveniência. Já há, no Brasil, pelo menos 20 leis estaduais e municipais que regulam a questão – e todas são superiores às definições da Anvisa. Assim, ele decidiu aguardar o desfecho dos recursos judiciais em andamento. 

Conclusão dessa nova etapa: A decisão do STJ respeita a legislação vigente nos Estados, respeita o andamento do processo judicial e, principalmente, dá ao consumidor brasileiro a chance de ter uma farmácia que atenda aos anseios da população: 73% das pessoas ouvidas pelo IBOPE disseram não à proposta da Anvisa.

Confira aqui a nova decisão do STJ.
 

 
   
Faltam médicos e por conseqüência receitas médicas  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 22.04.10 às 17:05h  
   

Matéria do Programa Fantástico da Rede Globo exibida no último domingo, dia 16/Abril, exibiu uma cena comum: a falta de médicos nos hospitais. Esse é o Brasil de verdade.

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais apontaram, em estudo recente, que a população de 455 municípios do Brasil não tem acesso a nenhum médico na rede pública de saúde EM NENHUM DIA DO ANO. Em cerca de 1.000 municípios há médico em média SOMENTE UMA VEZ POR MÊS.

Pra deixar claro: 30% dos municípios brasileiros têm grave problema de acesso a profissional médico, e por conseqüência, a tratamento e receitas de medicamentos.

O problema não se resume à Região Norte, geralmente mais carente, onde o percentual de cidades que não possuem nenhum médico em sua estrutura de saúde chega a 25,7%. Em 25,5% dos municípios do Sul e 24,4% do Sudeste também não há médicos.

No PSF (Programa de Saúde da Família), 35% dos municípios brasileiros continuam sem atendimento algum.

Levanto esse tema em razão da recorrência em se colocar a culpa nas farmácias e drogarias pela venda de medicamentos sem receitas. Na verdade falta acesso. E é muito simplório, pra não dizer vexatório, alguém falar que esse é um problema do varejo, como vemos sempre por aí. É um problema de gestão pública. E de todos nós, sociedade brasileira.

Veja aqui a matéria do Fantástico.

 
   
   
A realidade escancarada na tv  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 19.04.10 às 15:55h  
   

 
   

O Programa Fantástico de ontem, 18/Abril, da Rede Globo, apresentou longa matéria especial sobre pagamento de comissões em Farmácias de Manipulação. Aliás a reportagem começa com uma pergunta: “Você iria a um médico sabendo que ele recebe da farmácia 30% do que prescreve ao paciente?”. Ainda segundo o programa, eles estavam mostrando “situações que já foram muito faladas, mas que até hoje não tinham sido mostradas”.  

A reportagem investigativa, preparada durante mais de dois meses nas cidades de Curitiba, Rio de Janeiro e Salvador, jogou luz sobre um tema que todo mundo sabe, mas ao mesmo tempo muita gente finge que não existe: é notório o relacionamento mais que antiético praticado por milhares de farmácias de manipulação com médicos em todo o País. E no cerne da questão estão profissionais Farmacêuticos – os mesmos que pululam conselhos regionais, e que se arvoram defensores da ética e acima do bem e do mal.  

Há ainda muitas questões mal explicadas nessa área – que vão desde a origem e qualidade das matérias primas ao recolhimento das obrigações fiscais.  

É óbvio que há também muita gente séria no ramo. Eu diria que muito mais gente honesta do que desonesta. Mas choca a todos ver tamanha prova de crime exibida no horário nobre da tv. 

Confira a matéria aqui e tire suas próprias conclusões.

 
   
   
Abrafarma no Fala Sério  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 12.04.10 às 16:55h  
   

 
   

O programa Fala Sério, conduzido pela jornalista Salete Lemos, exibe, nesta segunda, dia 12/Abril, um debate entre representante da Abrafarma e do Conselho Federal de Farmácia sobre as recentes medidas da Anvisa e outros assuntos, como acesso a medicamentos, presença do farmacêutico na farmácia, fiscalização e preços de remédios

O programa de quase uma hora de duração seria exibido segunda passada e foi postergado para hoje. Há momentos de debates acalorados. Como sempre, o discurso ideológico mercado x saúde veio à tona. As posições das duas entidades, convergentes em poucos momentos, estão explicitadas claramente. Confira.


Segunda, dia 12/Abril, às 23h, da CNT. Em São Paulo (Canal 12 da NET ).

Confira
aqui qual o canal de retransmissão em sua cidade

 
   
   
Rastreabilidade x fracionamento de medicamento
 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 09.04.10 às 12:50h  
   

 
   

Não raro temos visto, em assuntos que referem ao segmento farmacêutico, debates e propostas opostas, muitas vezes contraditórias. É o que acontece nesse momento. Ao mesmo tempo em que se discutem definições quanto ao modelo de rastreabilidade que será adotado no Brasil, a imprensa retoma a discussão do fracionamento de medicamentos.

A rastreabilidade visa a embalagem secundária, e é uma resposta ao grave problema da falsificação e roubo de medicamentos – somente em 2009 mais de 300 toneladas de medicamentos falsos ou inaptos para consumo foram apreendidos no Brasil. É um grave problema de saúde pública, de preocupação mundial.

Do outro lado, temos o fracionamento de medicamentos, que na teoria visaria inibir riscos de “sobras” de medicamentos contidos na “farmacinha” caseira, além de uma não provada economia para o consumidor.

O problema é que os dois temas são absolutamente excludentes. Não é possível rastrear embalagens primárias – fracioná-las é um risco a mais num sistema de controle já frágil.

Saiba mais sobre o assunto em artigo que publicamos no Jornal Brasil Econômico.

Confira aqui!

 
   
   
Carga Tributária de Medicamentos - Brasil x Portugal  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 07.04.10 às 12:02h  
   

 
   

Ontem citamos a interessante matéria do Jornal Nacional de quinta-feira, dia 01/Abril sobre a alta carga tributária de medicamentos. Se você não viu, clique aqui. Na mesma edição, além de alertar que é carga tributária brasileira (33,9%) é a maior do mundo sobre um bem tão essencial, uma segunda matéria do telejornal comparou a realidade brasileira e portuguesa – inclusive citando preços dos mesmos produtos aqui e lá.

Diferente do Brasil, os usuários portugueses pagam um imposto único sobre remédios, e bem menos que aqui. Medicamentos lá são considerados produtos essenciais.

Confira aqui a comparação realizada pelo Jornal Nacional.

 
   
   
Impostos de Medicamentos no Jornal Nacional
 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 06.04.10 às 10:24h  
   

 
   

Em sua edição da última quinta-feira, dia 01/Abril, o Jornal Nacional veiculou uma interessante matéria acerca da alta carga tributária (33,9% ) sobre medicamentos no Brasil.

Para se ter uma idéia de tamanho absurdo, o ICMS de medicamentos, que varia de 17% a 19%, é maior do que o ICMS de veículos (12%), diamantes e esmeraldas (0%), cavalos de raça (7%), aeronaves, bichos de pelúcia, flores e muitos outros produtos não essenciais. 

Há vários anos a Abrafarma tem chamado a atenção da sociedade brasileira para esta grave distorção existente em nosso País. Dois anos atrás realizamos uma campanha de coleta de assinaturas contra a carga abusiva de impostos sobre medicamentos, um produto essencial ao ser humano. Na ocasião reunimos 3.644.737 assinaturas, entregues ao Governo Federal, Governadores e Congresso Nacional.

Até o momento, nossos governantes se mostram surdos ao clamor da população. É por isso que matérias inteligentes como a veiculada pelo Jornal Nacional são fundamentais para a construção de uma opinião de todos a respeito. Nota 10 de jornalismo. E um alerta importante para a necessidade urgente de mudanças nessa área.

Confira aqui a matéria do Jornal Nacional. Foi replicada também na Globo News. 

 
   
   
Abrafarma no Fala Sério  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 05.04.10 às 08:23  
   

 
   
O programa Fala Sério, conduzido pela jornalista Salete Lemos, exibe, nesta segunda, dia 05/Abril, um debate entre representante da Abrafarma e do Conselho Federal de Farmácia sobre as recentes medidas da Anvisa e outros assuntos, como acesso a medicamentos, presença do farmacêutico na farmácia, fiscalização e preços de remédios.
No programa de quase uma hora de duração, há momento de debates acalorados. Como sempre, o discurso ideológico mercado x saúde veio à tona. As posições das duas entidades, convergentes em poucos momentos, estão explicitadas claramente. Confira.
Segunda, dia 05/Abril, às 23h, da CNT. Em São Paulo (Canal 12 da NET ).
Confira aqui qual o canal de retransmissão em sua cidade.